A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a fabricação de etanol farmacêutico injetável no Brasil, uma resposta ao aumento dos casos de intoxicação por metanol. O laboratório Cristália produzirá 12 mil ampolas, que serão doadas ao Ministério da Saúde. Esta medida segue resolução da Anvisa para enfrentar as intoxicações, estabelecendo critérios de produção e validade de até 120 dias.
Produção e Distribuição de Etanol Injetável
O etanol injetável atua como um antídoto, devido à sua capacidade de competir com a mesma enzima que metaboliza o metanol, impedindo a formação de compostos tóxicos. A produção nacional do etanol farmacêutico injetável é crucial, especialmente face ao surto em estados como São Paulo, que já confirmaram cinco óbitos associados ao metanol.
Cenário Atual da Intoxicação por Metanol
Desde o início do surto, 246 casos suspeitos foram notificados, com 29 confirmados e 12 mortes em investigação. O metanol, frequentemente usado como solvente e combustível, apareceu em bebidas devido a fraudes na produção, visando reduzir custos. Ingerido, ele é metabolizado em compostos altamente tóxicos pelo fígado, com apenas 10 ml podendo causar cegueira.
Alternativas de Tratamento
Além do etanol, o fomepizol é outra opção terapêutica, bloqueando a metabolização do metanol. No entanto, o acesso ao fomepizol no Brasil é limitado por não haver registro do medicamento. A Anvisa permitiu a importação excepcional de 2,6 mil frascos via Opas. O Ministério da Saúde já distribui esses antídotos às unidades do SUS.
Este cenário requer ações coordenadas entre governo e setor produtivo para controlar os riscos à saúde pública. Se você encontrou este artigo útil, compartilhe-o e deixe seu comentário abaixo.
