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Resultados do 1º Tri de 2025: BTG Destaca Alimentos e Bancos

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As divulgações dos balanços do primeiro trimestre de 2025 revelaram tendências mistas para as empresas cobertas pelo BTG. Excluindo a Petrobras e a Vale, os resultados consolidados atenderam as expectativas, mostrando melhora em comparação ao trimestre anterior. No entanto, ainda não alcançaram os níveis do 2º e 3º trimestres de 2024, impactados por exportadoras de commodities. Cerca de 37% das empresas apresentaram resultados fortes, uma melhora em relação aos 30% do trimestre anterior, enquanto 29% tiveram desempenho fraco, frente a 34% anteriormente.

Na análise dos estrategistas liderados por Carlos Sequeira, empresas focadas no mercado doméstico superaram expectativas, com receita e Ebitda superiores em 2,1% e lucro 1,2% acima das projeções. Anualmente, as receitas cresceram 13,2%, o Ebitda subiu 7,4% e o lucro teve um aumento de 16%. Destacaram-se o setor de Alimentos & Bebidas, com uma alta de R$ 38 bilhões na receita, puxada pela JBS, e a Vibra no setor de Óleo e Gás com um aumento de 13%. No setor bancário, Bradesco e Itaú lideraram com melhorias no mix de crédito e reduções nas provisões.

Contudo, o Ebitda foi pressionado pelo Agronegócio, afetado por ações como Raízen e Cosan. No setor de bens de capital, uma revisão para baixo das expectativas do ano foi realizada. Analistas como Lucas Marquiori e Fernanda Recchia observaram que empresas como Rumo, WEG, Embraer e Marcopolo estão no auge do ciclo de investimentos, o que impacta os resultados. Entre as preferências dos analistas, Localiza se destaca por possíveis benefícios com a queda nos juros, apesar dos riscos de depreciação de ativos. Marcopolo e Embraer são vistas com bons olhos, dado o potencial de recuperação e novos pedidos, especialmente com eventos como o Paris Air Show em junho.