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Citroën Reinventa-se: O Retorno às Raízes Populares com Inovação Elétrica

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A Citroën está prestes a iniciar uma transformação que poderá redefinir sua identidade no mundo automobilístico. Em dezembro, a marca francesa sediará um evento em Paris, onde apresentará sua nova estratégia destinada a lidar com as críticas dos últimos anos acerca da falta de uma identidade clara. À frente dessa mudança ousada está Xavier Chardon, o novo CEO da Citroën, que retorna ao grupo Stellantis após uma passagem pela Volkswagen Group. Sob sua liderança, a Citroën busca reconectar-se com suas raízes populares e preparar-se para um futuro mais acessível diante da crescente eletrificação e dos preços de carros cada vez mais altos.

Em sua primeira entrevista desde que retornou à liderança, Chardon admite o momento de crise identitária da marca, mas afirma convicto de que a Citroën ainda tem uma forte veia inovadora. Uma das maiores apostas nesta nova fase é ressuscitar o espírito do lendário 2CV, um modelo que se tornou um ícone de acessibilidade e liberdade individual na França pós-guerra. Chardon enfatiza que não busca replicar o design do 2CV, mas sim revigorar seu propósito, oferecendo uma mobilidade funcional e acessível até 2025.

Ao explorar novas iniciativas, a Citroën visa desenvolver um automóvel de acordo com o conceito E-car, uma categoria emergente pela Comissão Europeia para viabilizar veículos elétricos mais baratos e menores, cortando o excesso de regulamentação que encarece a produção. Chardon vê nessa proposta uma chance para a Europa reassumir o título de continente de carros acessíveis, algo perdido com a redução de dois milhões de unidades vendidas devido à pandemia.

A Citroën, segundo Chardon, está em posição privilegida para liderar este movimento, citando o sucesso do compacto Ami como exemplo de criatividade e inovação. No portfólio atual, o SUV C5 Aircross é o carro-chefe da Citroën, o que reflete a força do segmento de SUVs. Porém, o foco da marca permanece nas categorias B e C, onde concentra seus esforços para criar soluções efetivas, mesmo quando o portfólio de produtos é reduzido.

Quando questionado sobre por que a nova abordagem do Citroën C3 não resgata o passado de maneira tão evidente quanto outros modelos concorrentes, como o novo Fiat Grande Panda, Chardon é taxativo: “Nos concentramos em espaço e conforto, aspectos fundamentais para nós.” Com regulamentações ambientais rigorosas e preços em ascensão, a Citroën deseja reviver seu papel de marca acessível e disruptiva. "Precisamos reinventar a liberdade de dirigir", diz Chardon, confirmando a missão da Citroën de unir a tradição popular com a mobilidade elétrica do futuro.